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Proto-abstrações: a dupla torção do samba/fado ou como fazer antropologia bêbado.

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  O  verborrágico A dupla torção do samba/fado ou como fazer antropologia bêbado.   por  Vinicius Barriga 01 de abril de 2023   Por entre as enfadonhas ladeiras revestidas de ladrilhos, as não menos conhecidas pedras portuguesas, perdia-me numa apreciação deambulante do neoclassicismo da arquitetura pombalina ao barroco, estas estéticas que sobressaem-se no patrimônio material de Lisboa histórica: vejam quão belo é as ruínas deste decadente império colonial, pensei.  Ora, confesso-vos que em um desses dias liminares – aqueles que estás demasiado cansado do agastamento cotidiano – após generosas apologias as vinícolas, estava voltando de Caís do Sodré, região boêmia próxima ao rio Tejo, nessas caminhadas ébrias do bar a estação de trem, percebo-me contemplando novamente estas estruturas arquitetônicas e, de forma sub-reptícia, arrematou sê-me um sentimento ambíguo e simultâneo de estranhamento-familiaridade: como posso sentir familiaridade com este luga...

Manifesto #2 - A cegueira diplomática: o que o Prêmio Noni de Ouro pode dizer sobre Macapá?

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  O  verborrágico A cegueira diplomática: o que o Prêmio Noni de Ouro pode dizer sobre Macapá?   por  Vinicius Barriga ilustração de  Danrlei Chagas edição de  Gabriel Guimarães  25 de maio de 2022   Abaixo a verborragia! Diriam alguns injuriados por paixões franzinas, ao lerem o nefasto e intrépido  PRÊMIO NONI DE OURO ,   eis a nomeação e deliberação, à luz pública, acerca do melhor do pior da música feita nestas pedantes terras. Esta premiação configurou-se como uma etapa lógica, senão teleológica, ou enquanto o desenrolar natural dos movimentos discursivos de um corpo de ideias que se propõe, primeiro, subversivo e, em seguida, transvalorante: se, em outros escritos, um dos fins últimos do  verborrágico  orientou-se por incutir critérios e códigos outros para a apreciação/decodificação estética do que é bom, autêntico e belo, evidentemente, a sistematização do que consideramos ruim, inautêntico e falseado é a propedêutica, ...

Prêmio Noni de Ouro #1: o melhor do pior da música feita em terras amapaenses.

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por   Gabriel Guimarães curadoria por  Vinicius Barriga Heber Lemos  Nitai Santana Anthony Barbosa Ilustração de   Salomão Cardoso O prêmio  Noni de Ouro  congratula as músicas amapaenses cujo a equipe d' o verborrágico  selecionou, de forma carinhosa, e denominou, honrosamente, serem de qualidade mesma ou inferior a desta tão intragável fruta.  O melhor do  pior  da música feita em terras amapaenses:   1. Eu Tive um Sonho - Luke Vive em Marte: A guitarra começa sem agredir tanto, efeito agradável. O bumbo entra: tudo foi por água abaixo. A artificialidade é tamanha que chega ao ponto de incomodar e provocar o desejo de pausar a faixa. Os timbres são bons, aceitáveis, quase conseguem disfarçar as linhas comprometidas pela falta de criatividade. A música coleciona momentos de pouca inspiração. Letra palatável para o estilo escolhido, porém, a quantidade absurda de vozes satura o vocal (tentativa falha de mascarar o canto demasia...