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Resenha - música #3 - Academia de Danças, de Egberto Gismonti, 1974.

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por  Nitai Santana E gberto Gismonti Amin, mundialmente conhecido como Egberto Gismonti – um dos compositores mais grandiosos da história da música. Nascido na pequena cidade do Carmo, Rio de Janeiro, começou a estudar música muito cedo. Aos 5 anos de idade já tinha aulas de piano, flauta, clarinete e posteriormente começou a se interessar pelo estudo do violão, pela música brasileira e folclórica.    Em 1968, aos 21 anos de idade, Egberto já se mostrava um exímio arranjador e, no mesmo ano, participou do Festival Internacional da Canção (FIC) com a música  O Sonho , onde alcançou um certo reconhecimento e respeito por sua originalidade, e pelo incrível fato de saber escrever arranjos – sim, no Brasil existiam pouquíssimos arranjadores na época. Alguns artistas estrangeiros estavam presentes no FIC, dentre eles a atriz e cantora  Marie Laforêt , que o contratou para atuar como arranjador e maestro da orquestra que a acompanhava e em 1969 partiu para a França. ...

Resenha - música #2 - Five Leaves Left, de Nick Drake, 1969.

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por   Gabriel Guimarães   N icholas Rodney Drake: gênio póstumo do folk. Uma quantidade considerável de entusiastas da música o descreve com importância semelhante a de Bob Dylan, nome indiscutível do gênero. Morto por suicídio e com fobia patológica dos palcos, Nick Drake faleceu sem sair do desconhecimento geral, anonimato este que agravou suas condições psicológicas e tornou-se a última angústia do incrível compositor inglês. Drake tinha consciência de sua genialidade.    Five Leaves Left , de 1969, seu disco de estreia — lançou apenas mais dois depois deste —, é tido como fenômeno pela crítica atual. A construção é polida e extremamente madura poeticamente, com uma musicalidade invejável. Feito por um simples adolescente. 20 anos de idade. Universitário. Nick Drake chocou todos os amantes do folk, depois de sua morte precoce, infelizmente. Em vida, não vendeu mais de míseras 5 mil cópias.    1. Time Has Told Me: A faixa começa surpreendendo. A ótima qua...

Resenha - música #1 - Perpetual Gateways, de Ed Motta, 2016.

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por  Gabriel Guimarães E d Motta, o sobrinho do Tim Maia (comentário chulo, porém inevitável), vem sendo um nome comentado com certa recorrência nas redes sociais em 2022. O músico tijucano tem estarrecido o público com suas declarações polêmicas e pouco comedidas relacionadas ao mundo da música, gastronomia, cinema e quadrinhos. Aos mais desatentos, tem se sabotado, visto que acaba caindo no limbo que é se tornar meme, em decorrência das suas maluquices e atrocidades na internet, e, por consequência, invisibiliza seu talento — grande talento, inclusive — para novos ouvintes.   Em  Perpetual Gateways ,  de 2016, Ed Motta realiza o desejo super de sua carreira: gravar com uma equipe inteira de músicos americanos. Músicos estes que, neste disco, fazem toda a diferença, dando sustentação e, principalmente, a linguagem musical necessária ao estilo de música que Ed Motta tanto busca.  1. Captains Refusal: A faixa conta com uma bela introdução, um prefácio sonoro que ...